UM – Quando nascemos, seguimos rumo ao desconhecido: Aprendemos à andar, à falar, tudo é novo, não temos maturidade suficiente; Piaget estava certo... adultos e crianças não são iguais. A nossa falta de maturidade na infância, por fim, se torna benéfica. Se a tivéssemos, teríamos medo de seguir em frente, de dar os primeiros passos, medo de cair e de se machucar, porém, na nossa infinita falta de conhecimento, seguimos em frente...
DOIS – No decorrer de nossas vidas, vamos adquirindo conhecimento, experiência, inteligência e diversos outros instrumentos para podermos seguir com mais confiança. Mas estranhamente, por vezes, ocorre o contrário. No auge de nossa "sapiência" nos deparamos com uma pedra, uma simples lombada no caminho e caímos, nos machucamos e perdemos o sentido. Ficamos sentidos. Tudo ao nosso redor perde o sentido. Estamos no chão... caídos.
TRÊS – Regredimos. Voltamos à estaca zero. Falta de maturidade? Não. Não somos mais crianças... A única opção é avaliar os erros, remendar, costurar, reconstruir. Tentar salvar o que restou e seguir em frente novamente. Desta vez, com uma base mais sólida... com alicerce de aço, determinação de diamante, porém SEM memória de elefante – Aqueles adestrados de circo – que ficam presos a uma frágil estaca de madeira.
QUATRO – Tábula rasa. Tentamos com mais garra desta vez e quebramos as estacas de madeira como gravetos secos. Ficamos perplexos com nossa própria força... Seguir em frente agora é fácil demais. Queremos mais. Queremos as flores do topo da montanha, o auge, o beijo mais doce, o cimo, a parte mais alta do pódio, as estrelas, a Via Láctea.
fabio está muito lindo o seu trabalho,gostei muito do texto acho que a vida é tudo isso que voce disse mesmo. as figuras estão lindas bem posicionadas com o texto.paraaaabeeens! bjs.mazé.
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